Agosto de alegrias

Desde 2019, o mês de agosto tem sido muito triste para mim, mas, ao mesmo tempo, um grande aprendizado que me fez ficar quieta, refletir e agradecer a Deus. Graças aos meus amigos, em especial aos que pedalam comigo, agosto deste ano foi bem diferente. Comemorei bastante a vida desde o início do mês e meu aniversário era só no dia 24.

Celebrei também o aniversário de quatro pessoas queridas do meu viver, todas em dias diferentes. Pedalar sempre é uma festa para mim e não há um dia sequer que tenha me arrependido de sair de bike, mesmo encarando perrengues que se transformaram em aprendizados e lembranças divertidas. No primeiro sábado de agosto, dia 6, pedalei com o amigo Marcos até o aeroporto de Floripa. Existe ciclovia em boa parte desse trajeto e é um dos meus destinos prediletos na cidade. Afinal, a ciclovia dá mais segurança e oportunidade de treinar a pedalada.

Pedal até o Airport Floripa com o amigo Marcos. Foto: Luciana Vieira

Ah, Urubici… Esse lugar não podia ficar de fora, não é mesmo? Junto com uma turma sensacional, em pedal organizado pelo Floripa Bike Club -FBC Experience (@floripabikeclub – @fbc_experience), tive um dia de 13 de agosto maravilhoso! Saímos cedinho de Floripa e tomamos o café da manhã no Restaurante & Café Vô Vicente. Alguns já saíram de lá pedalando. Eu e os demais ciclistas começamos na metade da Serra do Panelão. O primeiro destino foi o Morro do Campestre, onde estive várias vezes e sempre gosto de visitar. A estrutura do local constantemente muda para melhor e chegar ao topo do Morro do Campestre é poder contemplar uma vista maravilhosa.

No Morro do Campestre. Foto: Marco Damasceno

Saí um pouco antes do pessoal, pois fui buscar o bolo de aniversário encomendado no centro da cidade de Urubici. Quando todos me alcançaram, continuamos a pedalada até o Ecoparque Cachoeira Papuã. Como conheço bem Urubici, fechei o grupo para ninguém se perder no caminho. Durante o trajeto, encaramos muitas subidas pela SC 110. Quando chegamos à estrada de terra no lado direito da SC 110 (sentido Urubici a São Joaquim), eu disse: “Agora é só descida. Tomem cuidado que há pontes pelo caminho.” Bah!  Não me lembrava de subida antes de chegar ao parque, pois nas outras vezes a região se encontrava em obras e eu não fui adiante. Minha memória me pregou uma peça! Valeu a pena sofrer um pouquinho mais antes de estar diante de um lugar fascinante.

Lá almoçamos e nos divertimos com as atrações do parque. A atividade que mais gostei: “sky bike”. É pedal nas alturas! Observei as outras pessoas irem no “sky bike” e criei coragem. No início da aventura, senti medo. Depois curti de montão o espetáculo da natureza. Pedalei bem devagar, olhei todos os lados possíveis e apreciei a vista da região. Sensacional! Irei novamente se surgir uma próxima oportunidade. Depois disso, eu me silenciei, pois precisava chorar de saudade de minha irmã Débora, pois dia 13 de agosto fez exatamente um ano de sua partida ao Lar Celestial. Fiz questão de ir ao pedal em Urubici, porque ela sempre gostou muito de festejar o seu aniversário e o dos outros. Isso é uma lembrança marcante que tenho dela e topei fazer um piquenique no parque em comemoração ao meu aniversário e do Fábio. Assim, o passeio encerrou com chave de ouro! A turma foi embora de van levando a minha bicicleta e eu continuei em Urubici. Fiquei na casa de amigos e voltei para Floripa de ônibus na segunda-feira de manhã.

“Sky bike” – Foto: @betokettner
Piquenique em comemoração aos aniversariantes de agosto. Foto: @chele_biker
Viva! Foto: @betokettner

Na tarde de domingo, 21 de agosto, fizemos mais um piquenique em comemoração aos aniversariantes do mês em Floripa, no gramado da beira-mar norte. Não gostamos apenas de pedalar juntos. Mas também de estar juntos para papear, rir, sonhar com novos desafios de bike, ouvir música, cantar, dançar, apreciar o entardecer, admirar uma fogueira, comer, tomar vinho ou cerveja. O tempo ameaçava chuva, mas não aconteceu. Contemplamos um maravilhoso fim de tarde e início da noite. A Dai, amiga cheia de energia e de boas ideias, perguntou: “E no dia do seu aniversário? O que vai fazer?” Respondi que não sabia ainda. Ela foi dando várias sugestões, quando ouvi “Morro da Cruz”. Pronto! Estava decidido: iria festejar o meu dia pedalando o Morro da Cruz.

Piquenique em Floripa. Foto: @clele_biker

Também comemorei meu aniversário com meus colegas de trabalho. Nessa ocasião, fizemos um chá de bebê surpresa ao Vicente. Ele e a esposa esperam o quinto filho; casal que admiramos e merece o nosso carinho. Na noite fria do dia 24 fomos, eu e amigos ciclistas, subir o Morro da Cruz. O Fábio pedalou carregando o bolo e o café que ele mesmo fez! Lá cantamos “parabéns” e confraternizamos ao ar livre. O nevoeiro surgiu rapidamente quando estávamos no topo, mas nada disso tirou o brilho do momento.

No topo do Morro da Cruz. Foto: @chele_biker

A celebração ainda continuou em Joinville. Festejei de novo o meu aniversário junto de uma grande amiga da família. Que agosto de 2022, hein! Nada de desgosto, só alegria! Muita gratidão a Deus por proporcionar tantos momentos maravilhosos com pessoas espetaculares do meu viver!

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Sabendo mais

Este texto é de autoria do palestrante e ciclista Robson Dutra. Assim como eu, ele recomenda a importância do uso do capacete.

Quatro motivos para você comprar um excelente capacete

As pessoas sempre me perguntam qual capacete devem comprar. Vamos lá, em primeiro lugar essa conversa aqui é com quem está começando, sendo assim, se você é um ciclista “fodão, bichão *memo*, mestre dos magos, jedái, pica das galáxias”, não perca o seu tempo com esse texto aqui.

1 – Batidas na cabeça podem matar e podem também deixar sequelas permanentes.

2 – Alguns defensores das cabeças livres ao vento argumentam que capacetes de ciclismo não protegem, que é o mesmo que não ter nada na cabeça. Vamos lá. Por mais simples que seja o seu capacete, a conta é bem simples de ser feita. Pense na seguinte situação. Você bate a sua cabeça em alguma coisa ou objeto. Você prefere ter uma proteção, mesmo simples, ou não ter nada?

3 – (Exemplo meu) – Eu estava em uma cachoeira, escorreguei e tudo foi muito rápido, bati a bunda, as costas e por último a cabeça. Acreditem foi muito rápido, a pancada foi tão forte que imediatamente levei minhas mãos na cabeça. Para minha alegria, eu estava de capacete. Toda foto minha em cachoeiras você irá me ver de capacete, eu nunca tiro. Entendeu né? Outra coisa, tire sua sapatilha ou tênis e fique de meias.

4 – Desde quando comecei a pedalar, há oito anos, já vi inúmeros exemplos de capacetes arrebentados e cabeças inteiras.

Recentemente um amigo sofreu um acidente horrível, a roda dianteira saiu da bike e ele foi arremessado de ponta, estava com um capacete muito bom, capacete danificado e cabeça inteira. Graças a Deus.

Agora vou responder a pergunta que sempre me fazem, com a resposta que sempre dou.

Qual capacete devo comprar?

Resposta: O melhor capacete que seu dinheiro puder comprar! Isso mesmo. Faça um esforço, parcele em várias vezes. Gaste menos com as roupas, compre uma camiseta na promoção, uma luva mais em conta, economize com a bermuda, repita a mesma camiseta nos pedais sem constrangimento, economize na sapatilha, mas invista com coragem naquele equipamento que irá proteger a sua cabeça. Temos excelentes marcas de capacetes no mercado. Pesquise no Google, veja comentários de quem já comprou e está usando (O Mercado Livre é um excelente local para essas pesquisas porque as pessoas dão depoimentos sobre os produtos adquiridos), converse com vendedores especialistas, converse com ciclistas mais experientes que você conhece e confia.

Serviu? Guarde e aplique. Não serviu? Descarte e não sofra. Ficou em dúvida? Experimente, teste.

Se você deseja, pode compartilhar esse texto. Apenas por favor, deixe o meu nome para que as pessoas me encontrem.

Assim, consigo ajudar mais…

Te encontro no meu Instagram. 

Abraço gigante!

Instagram do Robson Dutra (@palestranterobsondutra)

Até na pausa para comer não tiro o capacete! Foto: Marcos de Oliveira

Reflexões Urubici

Luciana Vieira Visualizar tudo →

Blog que compartilha a minha alegria em pedalar. Evidente que não há só alegria, porque sabemos muito bem que o nosso país não valoriza os ciclistas. Melhor dizer: não pensa em todas as pessoas como os pedestres, os cadeirantes e os idosos. Além das experiências de minha vida como ciclista, este espaço trata sobre outros temas, mesmo não tendo relação com a bike. Dou um alerta: o fato de gostar de pedalar não significa que sou especialista nessa temática. Aqui são histórias, opiniões, relatos, o que vier da minha mente e eu julgar interessante de contar. Na primeira postagem deste blog, convido a ler sobre o motivo de se chamar Aquela que pedala. Quem escreve? Sou a Luciana Vieira, tenho deficiência auditiva e moro em Florianópolis/SC. Atuo como assistente administrativa em empresa federal de energia elétrica e, desde 2013, procuro usar a bicicleta para me deslocar ao trabalho. Comunicação Social com habilitação em Jornalismo é a minha formação acadêmica e não exerço a profissão. Sempre gostei de escrever e já tive o prazer de dar uma de escritora em blogs de amigos como o Máquina de Letras. Mais segura em escrever e expor no meio virtual, decidi ter o meu próprio cantinho. E assim Aquela que pedala vem a ser a varanda de meus escritos. Sugestões, opiniões, críticas? Escreva para o e-mail aquelaquepedala@gmail.com

2 comentários Deixe um comentário

  1. Minha querida Lu! É uma honra ser adjetivado como amigo. Você é uma pessoa iluminada que eu guardo no meu coração. És exemplo incontestável de grande dignidade. És um exemplo de ser humano para o mundo que vivemos. Parabéns pelo lindo e emocionante texto .

    • Marcos querido, quantos aprendizados que eu tive com você. Graças a ti, encarei pedais em lugares incríveis como a Serra do Rio do Rastro e o Vale Europeu. Um presente de Deus em minha vida!

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