Urubici: Serra do Panelão e Morro da Igreja

“Ah, Luciana, de novo em Urubici?” Sim! Todas as vezes que lá estive foram incríveis. Um dia nunca é igual ao outro. Se julga ser igual, precisa parar e avaliar se não está fechando os olhos a tudo o que está ao seu redor. Um mês e alguns dias depois, voltei a Urubici em 28 de maio de 2022 para um pedal em grupo, organizado pelo Floripa Bike Club. Entre os ciclistas havia uma pessoa muito especial da minha vida: meu irmão Leandro. Pedalamos pela primeira vez juntos em Urubici.

Gostamos de acordar de madrugada por causa da bike! Em Floripa, antes de viajar. Foto: Ivan Poluceno Cardoso

O roteiro envolveu a Serra do Panelão, em Bom Retiro, e o Morro da Igreja, em Urubici, totalizando aproximadamente 67 km de trajeto. Na madrugada de sábado, dia 28 de maio, partimos de van rumo ao nosso desafio. A viagem foi tranquila e paramos no Restaurante & Café Vô Vicente, onde tomamos o nosso café da manhã. Alguns ciclistas, incluindo o meu irmão, começaram a pedalar já nesse ponto que é o início da Serra do Panelão. Fiquei preocupada com o Le, pois era a sua primeira vez na Serra do Panelão e no Morro da Igreja. Eu e a maioria dos ciclistas iniciamos o pedal mais adiante, após o portal principal de entrada de Urubici. Enquanto estávamos pedalando, não demorou muito para o Le e os primeiros ciclistas nos alcançarem. Como são brutos! Sensacionais! De me deixar de queixo caído!

Leandro indo pedalar no início da Serra do Panelão. Foto: Ivan Poluceno Cardoso
Comecei a pedalar na Serra do Panelão após o portal de entrada de Urubici. Foto: Ivan Poluceno Cardoso

Entre as minhas alegrias, uma foi ser um dia sem chuva e pouco frio, e outra, encontrar uma colega de trabalho no mesmo passeio em grupo. Trabalhamos na mesma empresa, mas em áreas diferentes. Acabei acompanhando-a em seu primeiro pedal na região e ela decidiu concluir a subida após a metade do Morro da Igreja. Éramos as últimas da galera e, mesmo assim, continuei subindo sozinha. Eu me sentia muito bem e disposta a chegar até o topo e contemplar a Pedra Furada. Enquanto eu subia, os outros iam descendo me dizendo para continuar a pedalada. Ah, como é bom estar nesse lugar tão lindo e imponente, mesmo sendo uma subida que exige muito esforço. Meu Deus, alcancei o cume e vi a maravilhosa Pedra Furada sem neblina! Só Tu podes me dar força e coragem que sempre necessito!

A primeira vez do Le na Serra do Panelão e no Morro da Igreja. Foto: Ivan Poluceno Cardoso
Encarando com força e determinação o Morro da Igreja. Foto: Ivan Poluceno Cardoso
O fotógrafo e o ciclista. Foto: Ivan Poluceno Cardoso

A descida teve o vento no rosto que tanto adoro e me cuidei nas curvas controlando a velocidade. Foi a minha quinta vez subindo e descendo o Morro da Igreja e considerei a ocasião que houve menos veículos transitando na região. Todos os motoristas me respeitaram durante o trajeto. No topo, algumas pessoas me parabenizaram e tiramos fotografias. Chegando ao restaurante, onde todos estavam reunidos, não quis almoçar para não atrasar o horário de retorno a Florianópolis. Eu me alimentei em diferentes períodos durante a subida e não sentia fome. Só quis tomar um chopp em comemoração às nossas conquistas. Todos foram incríveis no pedal!

Pedalando eu vou no Morro da Igreja! Foto: Luciana Vieira
Louvado seja Deus! Cheguei ao cume e vi a Pedra Furada. Só a bike mesmo para me dar tantas alegrias!

Voltei para Floripa encantada com a aventura do dia e orgulhosa de meu irmão. Já aguardo a próxima oportunidade de pedalar novamente em Urubici com o Le junto!

Meu irmão herói! Eu subindo e ele descendo o Morro da Igreja. Sim, há um chiclete azul na minha boca. Foto: Leandro Vieira

Organização do pedal: Floripa Bike Club – @floripabikeclub e @fbc_experience

Condução: Vinat Turismo – @vinatturismo e Lazertur Florianópolis – @lazerturflorianopolis

Suplementos alimentares: Evolution Nutrição Saudável – @evolutionnutricaosaudavel

Sabendo mais

O Morro da Igreja é considerado o segundo ponto mais alto do estado de Santa Catarina com 1.822 metros de altitude. Possui esse nome em função do seu formato lembrar uma igreja jesuíta quando observado de um ponto específico. O pico mais alto do Estado pertence ao Morro da Boa Vista com 1.827 metros de altitude, em Bom Retiro, na região denominada Campo dos Padres, na Serra Geral.

Uma das bênçãos no Morro da Igreja é contemplar a Pedra Furada. Foto: Luciana Vieira

No topo do Morro da Igreja está instalada uma base do CINDACTA II, órgão da Força Aérea Brasileira responsável pelo controle do tráfego aéreo do sul do Brasil. Fica atrás do portão após o estacionamento do mirante do Morro da Igreja.

Costumo pedalar até o portão da base aérea. Foto: Luciana Vieira

Como já escrevi em outras postagens sobre o Morro da Igreja, repito:

Para visitar o Morro da Igreja, é necessário agendamento prévio, confirmação da agenda e retirada dos ingressos na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMbio) em Urubici. Consulte sempre o site, porque as regras podem mudar, como aconteceu durante a pandemia do coronavírus. E também porque são diferentes para quem vai de carro, moto, bicicleta ou a pé. Aqui: https://www.icmbio.gov.br/parnasaojoaquim/guia-do-visitante.html

Já a Serra do Panelão possui esse nome em função de uma pedra com 40 metros de altura em forma de panela. Ela foi avistada assim, em certo ângulo, durante a busca de ouro e pedras preciosas, por volta de 1670, a mando do Rei de Portugal. É uma formação rochosa de cor rosa e localizada dentro da propriedade do Serra do Panelão Fazenda Hotel, em Urubici. Essas informações foram encontradas aqui: https://serradopanelao.com.br/

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Blog que compartilha a minha alegria em pedalar. Evidente que não há só alegria, porque sabemos muito bem que o nosso país não valoriza os ciclistas. Melhor dizer: não pensa em todas as pessoas como os pedestres, os cadeirantes e os idosos. Além das experiências de minha vida como ciclista, este espaço trata sobre outros temas, mesmo não tendo relação com a bike. Dou um alerta: o fato de gostar de pedalar não significa que sou especialista nessa temática. Aqui são histórias, opiniões, relatos, o que vier da minha mente e eu julgar interessante de contar. Na primeira postagem deste blog, convido a ler sobre o motivo de se chamar Aquela que pedala. Quem escreve? Sou a Luciana Vieira, tenho deficiência auditiva e moro em Florianópolis/SC. Atuo como assistente administrativa em empresa federal de energia elétrica e, desde 2013, procuro usar a bicicleta para me deslocar ao trabalho. Comunicação Social com habilitação em Jornalismo é a minha formação acadêmica e não exerço a profissão. Sempre gostei de escrever e já tive o prazer de dar uma de escritora em blogs de amigos como o Máquina de Letras. Mais segura em escrever e expor no meio virtual, decidi ter o meu próprio cantinho. E assim Aquela que pedala vem a ser a varanda de meus escritos. Sugestões, opiniões, críticas? Escreva para o e-mail aquelaquepedala@gmail.com

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