Aquela que pedala também rema

Tão bom quanto pedalar é remar em pé! “Epa, a Luciana ficou doida? Remar em pé? Como assim?” Com uma prancha grande e ficando em pé, você flutua na água com o uso de um remo. Essa atividade se chama “stand up paddle” ou SUP. Veja esta explicação:

Stand Up Paddle é um esporte aquático que consiste em remar em pé sob uma embarcação na superfície da água com auxílio de um remo. É uma modalidade esportiva classificada como de propulsão humana, ou seja, o transporte da pessoa e/ou bens utilizando a força do músculo humano.

(https://paddles.com.br/especial/stand-up-paddle-sup-o-que-e)

Assim como a bicicleta, o SUP também é uma ação de propulsão humana. Além do uso da nossa força, o equilíbrio faz parte do ato de pedalar e de remar em pé. Ambas são atividades que todas as pessoas podem praticar, pois não há necessidade de ter um físico preparado em academia. Aí vai mais uma explicação:

Stand Up Paddle ou SUP, como também é conhecido, nada mais é do que uma variação do surf, praticado em pé e com o uso de remos para se mover através da água. A prancha grande, com excelente flutuação, permite que já no primeiro dia, o praticante consiga ficar de pé na prancha, remar, e aproveitar o passeio.

 (http://www.guiafloripa.com.br/lazer-e-esportes/stand-up-paddle-sup)

Graças a amigos, aprendi a remar em pé na praia de Santo Antônio de Lisboa, numa tarde quente e belíssima de 16 de dezembro de 2017. Mais um dia marcante da minha vida que não quero esquecer. Ainda bem que tenho este blog para relembrar as minhas vivências. Lamento não me lembrar da primeira vez que tirei as rodinhas da minha bike. Snif, snif… O mais importante é que eu continuo pedalando por aí.

Não fiquei de pé na prancha assim que entrei na água. Comecei com os joelhos dobrados a fim de ir me habituando com a movimentação e direção do mar. É necessário sentir o ambiente onde você está e ir conhecendo os equipamentos que usa (prancha e remo). Para se equilibrar, deve ficar no meio da prancha com as pernas um pouco afastadas. Não foi fácil pra mim… Tentei me manter em pé em duas oportunidades e caí na água. Parei e resolvi me banhar. Nadei por um bom tempo e isso me ajudou a relaxar. Eu estava muito tensa e precisava colocar a mente em ordem. Peguei a prancha de novo e fui me levantando bem devagar com o remo em uma de minhas mãos com o pensamento de “Deus, me ajude! Ajude a ficar em pé, por favor. Preciso de Ti”. E consegui! Lágrimas rolaram do meu rosto. “Obrigada, Senhor!” Nessa hora estava um entardecer esplêndido. Considero o pôr de sol em Santo Antônio de Lisboa o mais lindo de se ver em Florianópolis. Consegui permanecer em pé por um bom tempo até cair no mar. Mas consegui retomar e remei bastante. Foi libertador! Saí de mais de uma zona de conforto! Quando retornava para casa, já sentia o “stand up paddle” fazendo parte da minha vida.

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Dia para não esquecer. A prancha e o entardecer em Santo Antônio de Lisboa. Foto: Luciana Vieira

Para a minha felicidade, no dia seguinte, domingo de 17 de dezembro de 2017, voltamos a remar. Desta vez na Lagoa do Peri, no sul da Ilha. É importante sempre verificar as condições climáticas, inclusive as marítimas. Mesmo sabendo nadar, usei colete de salva-vidas com apito. Nunca se sabe, pois posso, por exemplo, ter um mal estar, desmaiar, etc. Recomendo usar boné e óculos escuros, bem como passar protetor solar no rosto e no corpo. Foi um dia espetacular de remada! Treinei bastante fazendo as curvas na água e girei em volta de um barco atracado. Remar me dá uma paz enorme! Tão bom estar na natureza!

No fim de 2017, fui à Garopaba, onde a minha amiga Pilar já estava por lá há alguns dias. No meu primeiro dia, caminhamos bastante na Praia de Gamboa. No final da tarde, pedalamos até o momento da chuva engrossar e ser necessário interromper o passeio. Mas deu para aproveitar bem a pedalada. No último dia do ano, fomos remar na Lagoa do Macacu. Que delícia de lugar! Vi muitos pássaros e peixes. Tenho quase certeza de que avistei uma cobra da água. Era marrom avermelhada. Não fiquei com medo. Afinal, ela estava antes de mim e é a sua casa. De qualquer modo, não a vi mais. Se era cobra mesmo, ela fugiu de mim.

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Caminhada na Praia de Gamboa, na região conhecida como Faísca. Foto: Luciana Vieira
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Feliz por remar na Lagoa do Macacu! Foto: Pilar Alejandra
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O pássaro também aguarda o retorno da Pilar! Foto: Luciana Vieira

Imagine eu cantando:

Terminei o ano de 2016 pedalando no Morro da Igreja, em Urubici (veja post)! Oh!
Terminei o ano de 2017 remando na Lagoa do Macacu, em Garopaba! Oh!
Concluí esses anos com chave de ouro! Ai, que felicidade! Uhuull!

A minha primeira remada em 2018 aconteceu no sábado ensolarado de 20 de janeiro. Eu e mais três amigos ficamos o dia inteiro na Lagoa do Peri. Não havia pressa de retornar pra casa. Tão bom estar no mato! Fizemos piquenique por lá, papeamos, nadamos e remamos! Estou cada vez melhor no “stand up paddle”! Dia emocionante!

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Dia cheio de emoções! Foto: Luciana Vieira
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Será que ele quer ir junto comigo? Foto: Luciana Vieira

“Opa, será que a Luluzinha vai abandonar a bike?” Não, continuo pedalando! No momento, tenho usado a bicicleta para deslocamentos como ir ao trabalho e ao supermercado. Em função do forte calor, tenho evitado pedalar em trajetos mais longos. Já fazia um bom tempo que eu pensava em experimentar o “stand up paddle”. Então, no verão quero fazer mais atividades aquáticas. Não desejava mais ir à praia somente para me banhar e caminhar. Encontrei o algo a mais com o SUP, viva!

Ah, já adquiri uma prancha! Ela é inflável e está no quarto ao lado das minhas bicicletas…

SUP

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Blog que compartilha a minha alegria em pedalar. Evidente que não há só alegria, porque sabemos muito bem que o nosso país não valoriza os ciclistas. Melhor dizer: não pensa em todas as pessoas como os pedestres, os cadeirantes e os idosos. Além das experiências de minha vida como ciclista, este espaço trata sobre outros temas, mesmo não tendo relação com a bike. Dou um alerta: o fato de gostar de pedalar não significa que sou especialista nessa temática. Aqui são histórias, opiniões, relatos, o que vier da minha mente e eu julgar interessante de contar. Na primeira postagem deste blog, convido a ler sobre o motivo de se chamar Aquela que pedala. Quem escreve? Sou a Luciana Vieira, tenho deficiência auditiva e moro em Florianópolis/SC. Atuo como assistente administrativa em empresa federal de energia elétrica e, desde 2013, procuro usar a bicicleta para me deslocar ao trabalho. Comunicação Social com habilitação em Jornalismo é a minha formação acadêmica e não exerço a profissão. Sempre gostei de escrever e já tive o prazer de dar uma de escritora em blogs de amigos como o Máquina de Letras. Mais segura em escrever e expor no meio virtual, decidi ter o meu próprio cantinho. E assim Aquela que pedala vem a ser a varanda de meus escritos. Sugestões, opiniões, críticas? Escreva para o e-mail aquelaquepedala@gmail.com

4 comentários Deixe um comentário

  1. Uau,corajosa, poderosa!!! Parabéns e que em 2018 você curta muito a natureza tanto com o stand up como com a bike. Bjs

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