Serra do Rio do Rastro 4 – Escuridão branca

Minha quarta vez na Serra do Rio do Rastro aconteceu no domingo de 24 de setembro de 2017. Enquanto as bicicletas eram colocadas no reboque da van, tomamos um delicioso café da manhã na Boemia Hamburgueria, no centro de Floripa. Quando chegamos a Lauro Muller, o dia estava nublado com temperatura amena. Muitos amigos pedalaram pela primeira vez na serra e se saíram muito bem.

O pedal começou por volta das 10h30 e precisávamos chegar ao local do almoço até às 14 horas. Por causa de minha experiência em subir a Serra do Rio do Rastro, pedalei com tranquilidade e muito feliz por estar de volta ao lugar que tanto gosto e me sinto bem. Acompanhei o desempenho de minhas amigas pedalando pela primeira vez na serra. Quanto mais subíamos, mais forte ficava a neblina. A Serra do Rio do Rastro costuma ter muitas variações climáticas durante o dia, sendo importante estarmos preparados para os imprevistos como levar sempre o corta vento e as iluminações da bicicleta e das vestimentas.

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Nevoeiro no topo da serra. Foto: Luciana Vieira
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Acompanhando amigas subindo pela primeira vez a Serra do Rio do Rastro. Foto: Vinícius Leyser da Rosa

Por causa do forte nevoeiro, não pude dizer quanto faltava para chegar ao nosso destino aos amigos que me perguntavam. Só via tudo branco na minha frente. Uma amiga precisou abortar o pedal por causa da dor no joelho. Outra amiga parou a 2 km do local do almoço por conta da preocupação do horário do restaurante. O motorista da van acompanhou a gente durante todo o percurso e fez pausas para nos oferecer água e comida. Eu e a maioria dos amigos conseguimos concluir a subida até o mirante de Bom Jardim da Serra. Lá começou a chover mais forte e não deu para ver toda a serra do local.

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Não dá para ver quase nada! Foto: Alexandre – Lazertur Florianópolis
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Muito feliz por concluir a subida pela quarta vez na Serra do Rio do Rastro! Foto: Alexandre – Lazertur Florianópolis

Tivemos um almoço saboroso no Café & Restaurante Mensageiros da Montanha. Como ainda chovia, decidi não descer a serra de bicicleta por três motivos: não queria molhar os meus aparelhos auditivos, risco de pegar resfriado e de cair na pista molhada (ainda com trauma mental da queda de bike em descida em Urubici, veja post). Eu e alguns amigos fomos na van observando o desempenho dos que desciam a serra de bike. Duas amigas que pedalaram pela primeira vez na serra ficaram com a sensação de dever não cumprido por não ter feito o pedal completo. Eu não me sentia frustrada. Uma delas disse: “Ah, Luciana! Você está aqui pela quarta vez, né!” Se fosse a minha primeira vez, certamente teria o mesmo sentimento delas. No entanto, já estamos sonhando e nos preparando para repetir a empreitada!

Antes do retorno à Florianópolis, tomamos cerveja na Lohn Bier, em Lauro Muller, com aperitivos como batata frita, azeitona, linguiça, etc. Tomei um copo de 300 ml da cerveja Catharina Sour com sabor de jabuticaba. Gostei tanto que repeti mais um copo! Deliciosa!

Até breve, Serra do Rio do Rastro! Minha casa, minha vida!

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Depois de uma boa cerveja, retorno para casa. Foto: Alexandre – Lazertur Florianópolis

Serra do Rio do Rastro

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Blog que compartilha a minha alegria em pedalar. Evidente que não há só alegria, porque sabemos muito bem que o nosso país não valoriza os ciclistas. Melhor dizer: não pensa em todas as pessoas como os pedestres, os cadeirantes e os idosos. Além das experiências de minha vida como ciclista, este espaço trata sobre outros temas, mesmo não tendo relação com a bike. Dou um alerta: o fato de gostar de pedalar não significa que sou especialista nessa temática. Aqui são histórias, opiniões, relatos, o que vier da minha mente e eu julgar interessante de contar. Na primeira postagem deste blog, convido a ler sobre o motivo de se chamar Aquela que pedala. Quem escreve? Sou a Luciana Vieira, tenho deficiência auditiva e moro em Florianópolis/SC. Atuo como assistente administrativa em empresa federal de energia elétrica e, desde 2013, procuro usar a bicicleta para me deslocar ao trabalho. Comunicação Social com habilitação em Jornalismo é a minha formação acadêmica e não exerço a profissão. Sempre gostei de escrever e já tive o prazer de dar uma de escritora em blogs de amigos como o Máquina de Letras. Mais segura em escrever e expor no meio virtual, decidi ter o meu próprio cantinho. E assim Aquela que pedala vem a ser a varanda de meus escritos. Sugestões, opiniões, críticas? Escreva para o e-mail aquelaquepedala@gmail.com

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