Garopaba

Eu tenho admiração por Garopaba. Conheci as suas lindas praias durante alguns dias de férias no verão de 2006 e me imaginei morando na cidade. Anos depois, estive lá a trabalho. Em 2015, fiz trilha pelo mato com um grupo a partir de Paulo Lopes até Garopaba. Nessa ocasião, escorreguei e caí sentada numa pedra cheia de lama. No dia anterior, havia chovido bastante e por isso o chão, em alguns trechos, estava molhado. Minhas pernas ficaram trêmulas, mas consegui concluir a caminhada. Andei na praia, nadei, trabalhei uns dias e fiz trilha. O que faltava para fazer em Garopaba? Pedalar! Graças a minha querida amiga Pilar, soube de uma oportunidade imperdível! Tratava-se do pedal a partir de São José até Garopaba, em passeio organizado pela equipe da loja Bike Hauss.

A maior parte do trajeto era por estradas de terra. No entanto, havia um trecho que não oferecia outro caminho e teríamos que passar pelo temível Morro dos Cavalos, na região de Palhoça. Essa parte é considerada uma das mais perigosas da BR 101. Ui, que frio na barriga! Porém, haveria carros de apoio nesse trecho. Ufa! Fiz a inscrição para participar da empreitada e o dia do pedal veio no domingo de 31 de julho de 2016. O ponto de encontro foi na Bike Hauss, em São José. Pilar e eu saímos de carro bem cedinho de nossas casas. Ao chegar no local, montamos e testamos as nossas bikes, ouvimos as informações do passeio, e começamos a pedalar ainda com o céu escuro. Que emoção! Foi lindo de ver o amanhecer enquanto pedalávamos.

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Gente que gosta de pedalar! Foto: Foco Radical

Passamos por ruas de São José e Palhoça. Antes de chegar ao Morro dos Cavalos, fizemos uma pausa para alimentação e ouvimos as recomendações de como deveria ser a subida. Nesse momento, os raios solares estavam dando a sua força. Enquanto pedalava, senti calor em função do asfalto já quente. Fiquei emocionada em transitar nessa parte por causa de sua história. Afinal, índios habitavam o local e me lembro de que eles protestaram contra as obras. Até hoje o nosso país não é justo com os índios. Assim que terminou a rota do Morro dos Cavalos, paramos em um posto de gasolina para alimentação e hidratação.

Depois voltamos a pedalar e logo entramos em estradas de terra em Paulo Lopes até chegar a Garopaba. Em determinado tempo, precisei tirar uma camisa de manga longa, pois estava sentindo muito calor. Andar de bicicleta espanta o frio no corpo! O percurso teve subidas e não precisei empurrar a bike. Ah, como fico feliz quando consigo isso! Opa! Estamos entrando na praia central de Garopaba? Oh! Fiquei emocionada e curti muito pedalar na areia. Não me recordo de quando foi a última vez que andei de bike na areia. Amei terminar o pedal dessa forma! Pedalar na praia é incrível! Sentir o vento vindo do mar, o cheiro do lugar… Contemplar a beleza do mar, o brilho do céu… Bom demais! Obrigada, Senhor, pelas maravilhas da natureza!

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Delícia de pedal! Foto: Foco Radical

Após o fim do pedal, almoçamos no restaurante Gelomel e me babei com os frutos do mar do lugar. Voltamos alegres e cansados de ônibus para São José. Realizei o que faltava fazer em Garopaba: pedalar! Desejo fazer isso de novo por lá e, como sempre, vou sonhando e fico de olho nas próximas oportunidades de passeios de bike! Como mencionei sobre os índios neste texto, eu me perguntei se o significado de Garopaba é de origem indígena. Busquei a resposta na internet e veja o que encontrei:

O nome “Garopaba” é indígena. Significa, em Guarani, língua local YGÁ, YGARA, YGARATÁ, ou seja, barco, embarcação, canoa. E MPABA, PABA significam estância, paradeiro, lugar, enseada. Assim Garopaba significa Enseada das Canoas, ou Enseada dos Barcos. O nome se relaciona com a origem de Garopaba, onde a enseada era um seguro ancoradouro para embarcações. (no site garobapa.com.br)

Enquanto lia a história de Garopaba no site da Prefeitura, encontrei outro dado interessante:

Em Outubro de 1906 passa a fazer parte da Comarca de Palhoça. Em 1923, perde a condição de Município, passando a integrar o Município de Imbituba, pertencendo à Comarca de Laguna. Em 1930 Garopaba passa à Distrito de Palhoça. No ano de 1961, volta a condição de Município, sendo fundada em 19 de Dezembro de 1961, através da Lei nº 798/61. (no site da Prefeitura Municipal de Garopaba)

Sim, Luluzinha gosta muito de ler história. Então, viva a história! Viva Garopaba! Viva a bicicleta!

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A felicidade de pedalar na areia! Foto: Foco Radical
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Feliz! Como é bom estar na praia! Foto: Foco Radical

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Luciana Vieira Visualizar tudo →

Blog que compartilha a minha alegria em pedalar. Evidente que não há só alegria, porque sabemos muito bem que o nosso país não valoriza os ciclistas. Melhor dizer: não pensa em todas as pessoas como os pedestres, os cadeirantes e os idosos. Além das experiências de minha vida como ciclista, este espaço trata sobre outros temas, mesmo não tendo relação com a bike. Dou um alerta: o fato de gostar de pedalar não significa que sou especialista nessa temática. Aqui são histórias, opiniões, relatos, o que vier da minha mente e eu julgar interessante de contar. Na primeira postagem deste blog, convido a ler sobre o motivo de se chamar Aquela que pedala. Quem escreve? Sou a Luciana Vieira, tenho deficiência auditiva e moro em Florianópolis/SC. Atuo como assistente administrativa em empresa federal de energia elétrica e, desde 2013, procuro usar a bicicleta para me deslocar ao trabalho. Comunicação Social com habilitação em Jornalismo é a minha formação acadêmica e não exerço a profissão. Sempre gostei de escrever e já tive o prazer de dar uma de escritora em blogs de amigos como o Máquina de Letras. Mais segura em escrever e expor no meio virtual, decidi ter o meu próprio cantinho. E assim Aquela que pedala vem a ser a varanda de meus escritos. Sugestões, opiniões, críticas? Escreva para o e-mail aquelaquepedala@gmail.com

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