Pedalando pelo litoral norte de Santa Catarina

Muitas vezes fico sabendo dos pedais fora da Grande Florianópolis por meio do casal Claudia e Mauro Piconi e dos amigos de Balneário Camboriú. Graças a tantos lugares diferentes por onde pedalei, constato que Santa Catarina realmente é bela. Faz jus ao slogan de Santa Bela Catarina!

Barra Velha e São João do Itaperiú

No sábado de 15 de outubro de 2016, fomos à Barra Velha. Quatro amigos já estavam lá e aproveitaram para fazer um pedal leve pela cidade, enquanto nos aguardavam. Eu e duas amigas chegamos de carro no fim do dia. Após as acomodações no hotel, saímos para comer pizza em uma noite agradável de ver o mar. O domingo de 16 de outubro amanheceu com chuva fina, tomamos café da manhã no hotel e logo partimos ansiosos ao pedal do dia. O ponto de encontro foi na Parada Ferreti, onde deixamos os carros. Montamos e testamos as nossas bikes, encontramos a galera de Balneário Camboriú, ouvimos os avisos e as recomendações dos organizadores do passeio e… Começou! Ai, que emoção! Sempre fico assim quando estou junto de tanta gente e em lugar novo.

Um dos primeiros lugares por onde passamos foi na Praia do Grant. Minha memória puxou para o passado. A Praia do Grant foi um dos meus destinos frequentados na infância e na adolescência durante as férias escolares. Gostei de ver como a região está hoje, pois me pareceu manter as mesmas características de antigamente. Detesto construções próximas das praias e prédios altos. Quando criança, eu achava o máximo andar por um monte na areia até chegar à praia. Era uma festa entrar na água, depois de uma longa caminhada! O carro ficava estacionado bem longe e quase não havia comércio de frente para o mar. Eu me lembro de que a Praia da Daniela, de Florianópolis, e as praias de São Francisco do Sul tinham faixas extensas de areia. Infelizmente, em muitas praias brasileiras não são mais assim.

Além da Praia do Grant, passamos pela Praia de Itajuba e não demoramos para entrar no interior de Barra Velha. Não conhecia o lado rural da cidade. O passeio continuou até o município de São João do Itaperiú, onde almoçamos e teve sorteio de vários prêmios. Durante o pedal, a chuva fina parou e o sol deu a sua cara. A temperatura subiu ao longo do dia, mas não sentimos tanto o calor por estarmos próximos de árvores das estradas de terra. Pudemos admirar a ponte pênsil sobre a lagoa de Barra Velha diante de um céu azul brilhante. No centro da cidade, há ciclovia junto à beira-mar, mas não gostei por ser muito estreita. Várias pessoas caminhavam nela e, em boa parte do trajeto, preferi pedalar na rua por me sentir mais segura. O pedal terminou na Parada Ferreti, local do início do passeio. Muito feliz por concluir todo o trajeto do pedal. Por serem regiões litorâneas, pensei que não ia ter morro. Eu me enganei! Como é bom ser surpreendida! De qualquer modo, considerei as subidas suaves. O Strava mostrou que fiz 78,3 km de percurso e 975 metros de altimetria. Na volta para Florianópolis, eu cochilei no carro e, em certo tempo, sobressaltei com a forte chuva que caía na BR 101. E ela continuou até chegar em casa.

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Pedalando com alegria eu vou! Foto: Marisa Terezinha Pereira
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Pausa para reagrupamento e alimentação antes de retornar para Barra Velha. Foto: Marisa Terezinha Pereira
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Ao fundo, a ponte pênsil sobre a lagoa de Barra Velha. Foto: Marisa Terezinha Pereira
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Atravessando na ponte pênsil da lagoa de Barra Velha. Foto: Marisa Terezinha Pereira

Ilhota e Gaspar

O verão de 2017 teve temperaturas altas e me surpreendo por ter pedalado o dia todo em algumas ocasiões. Só mesmo a vontade de pedalar para derrubar o receio de sofrer no calor. Sofri e consegui concluir todos os pedais que participei. Um deles foi o passeio organizado pela Marisa, de Balneário Camboriú, pelas regiões de Ilhota e Gaspar. Além de ser uma ótima organizadora de passeios de pedal, a Marisa é uma excelente fotógrafa. Saímos de carro bem cedinho de Florianópolis no dia 21 de janeiro de 2017 para ir ao encontro da galera de Balneário Camboriú em Ilhota. Montamos e testamos as nossas bikes, e a primeira pausa foi tomar o café da manhã na Padaria Fili-pão. As estradas por onde percorremos estavam repletas de árvores, flores e plantações de arroz em um dia de sol muito lindo. Entramos na Fazzenda Park Hotel, em Gaspar, e o lugar é enorme com várias atrações. Só não gostei do preço da diária… Continuamos o pedal sempre com paradas para tomar água, pois o dia vinha esquentando. Ui! E sempre reaplicando o protetor solar! Antes de chegar ao local de almoço, encaramos o morro mais difícil do dia de 2,5 km. Não foi fácil e Luluzinha conseguiu encarar a subida sem empurrar a bike, ufa! O esforço valeu muito a pena, pois fazia tempo que não comia trutas tão deliciosas! Amei as instalações da Truticultura Bertoldi por ser cercada de plantas e árvores! Que frescor! Evidente que também se deve aos tanques com peixes. Ficamos um bom tempo por ali. Almoçamos sem pressa com papos divertidos e descansamos no gramado. Voltamos a pedalar por volta das 15 horas. Ainda estava muito quente, ui!

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Preparados para mais um pedal maravilhoso! Foto: Marcos de Oliveira
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Plantação de arroz com cor verde brilhando o cenário! Foto: Marcos de Oliveira
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Encantada com a entrada florida da Fazzenda Park Hotel, em Gaspar. Foto: Luciana Vieira
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Errei na troca da marcha da bike e voltei no início da subida para recomeçar o pedal. Foto: Marisa Terezinha Pereira
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Início da subida do morro de 2,5 km mais difícil do dia. Foto: Marisa Terezinha Pereira
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Viva o pedal e a amizade na Truticultura Bertoldi! Foto: Marcos de Oliveira
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Trutas deliciosas! Foto: Marcos de Oliveira

De manhã, pedalei mais devagar para não suar tanto. À tarde, fui mais rápida para fugir do calor. Eu e a Pilar acabamos nos distanciamos bastante da galera. Paramos em um trecho e resolvemos não esperar mais, pois a gente sentiu a pressão abaixar enquanto estávamos paradas. Como o retorno passava pelos mesmos caminhos do pedal da manhã, não havia perigo de se perder. Mesmo assim houve um trecho do percurso que eu achei que pegamos a estrada errada. A Pilar tinha certeza de estarmos no lugar certo. A fim de eliminar a dúvida, perguntamos ao primeiro motorista que passou por nós. Eba, caminho certo! Depois olhei o meu Strava e constatei que fizemos o trajeto exatamente igual ao da manhã. Chegamos ao destino final e aguardamos pelos demais ciclistas. Ah, o pedal terminou na piscina! Que delícia! Antes de cair na água, eu e a Pilar fizemos comprinhas na loja Dal Costa. Ilhota é considerada a capital catarinense da moda íntima e moda praia, e a loja estava diante de nossos olhos. Cada peça linda! Ai, ai, ai… Eu me controlei para não exagerar nas compras. O Marcos me alertou: “Luciana, você me falou que precisa economizar!” Fazia anos que não adquiria um biquíni. Comprei um e eu tinha um bom motivo. Afinal, eu engordei e os meus biquínis estão apertados. Não perdi tempo e já estreei o novo biquíni na piscina! Ah, que coisa boa do pedal terminar de maneira refrescante! Viva! O Strava indicou 62,7 km de percurso e 708 metros de altimetria.

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Depois do almoço e descanso em Gaspar, retorno para Ilhota. Foto: Luciana Vieira
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Antes de entrar na piscina, eu e a Pilar fizemos comprinhas na loja Dal Costa. Foto: Marisa Terezinha Pereira

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Blog que compartilha a minha alegria em pedalar. Evidente que não há só alegria, porque sabemos muito bem que o nosso país não valoriza os ciclistas. Melhor dizer: não pensa em todas as pessoas como os pedestres, os cadeirantes e os idosos. Além das experiências de minha vida como ciclista, este espaço trata sobre outros temas, mesmo não tendo relação com a bike. Dou um alerta: o fato de gostar de pedalar não significa que sou especialista nessa temática. Aqui são histórias, opiniões, relatos, o que vier da minha mente e eu julgar interessante de contar. Na primeira postagem deste blog, convido a ler sobre o motivo de se chamar Aquela que pedala. Quem escreve? Sou a Luciana Vieira, tenho deficiência auditiva e moro em Florianópolis/SC. Atuo como assistente administrativa em empresa federal de energia elétrica e, desde 2013, procuro usar a bicicleta para me deslocar ao trabalho. Comunicação Social com habilitação em Jornalismo é a minha formação acadêmica e não exerço a profissão. Sempre gostei de escrever e já tive o prazer de dar uma de escritora em blogs de amigos como o Máquina de Letras. Mais segura em escrever e expor no meio virtual, decidi ter o meu próprio cantinho. E assim Aquela que pedala vem a ser a varanda de meus escritos. Sugestões, opiniões, críticas? Escreva para o e-mail aquelaquepedala@gmail.com

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